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Hoje, já se pode afirmar que o mercado de trabalho está no processo de recrutar pessoas da Geração Z como estagiários, ou até mesmo, como funcionários. Nascidas entre 1995 e 2010, os jovens cresceram em um ambiente totalmente tecnológico, marcado pela transformação digital em diversos setores da indústria. Por esse motivo, a chegada dessa geração exige uma certa adaptação nas empresas para reter os novos talentos e para manter uma boa reputação.

Neste momento, diversas organizações já estão focadas em construir programas de inclusão e interação entre diferentes gerações. O contato entre elas é fundamental, já que resulta em uma mistura de conhecimentos. “Atualmente, o mercado de trabalho tem feito algumas mudanças bem significantes para incluir a nova geração. Programas de voluntariado organizados por empresas é um exemplo de ação que gera um diálogo maior entre pessoas que nasceram em diferentes épocas. Questões ambientais, sociais e que dizem respeito a saúde mental dos colaboradores são pontos que empresas já estão sendo cobradas por modificações”, afirma Myriam Marques, Assessora da Diretoria da Firjan SENAI.

A Geração Z nasceu e cresceu em um mundo mais conectado através da globalização, disseminação da internet, mídias sociais, plataformas de informação e diversas outras ferramentas. Portanto, os jovens possuem a habilidade de se adaptar facilmente à novas tecnologias e redes sociais. Tal característica é muito positiva para adentrar no mercado de trabalho moderno, que, cada vez mais exige uma maior qualificação em programas tecnológicos.

Um dos grandes legados da pandemia do Covid-19 se relaciona ao novo modelo de trabalho das empresas. Hoje, diversas organizações aderiram permanentemente ao regime híbrido, ou totalmente on-line. Myriam explica que o modelo híbrido é ideal para os trabalhadores, visto que trabalhar todos os dias da semana por meio de uma tela é prejudicial à saúde mental, física e social. “A interação social com os outros colaboradores é essencial. Esse contato gera ocitocina, um hormônio apontado como responsável por melhorar a capacidade do indivíduo em se relacionar socialmente e desenvolver empatia”, aponta Myriam.

Sofia Lopes, aluna do curso técnico de Logística da Firjan SENAI São Gonçalo e do 3º ano do Ensino Médio, de 17 anos, já fez parte da equipe de marketing do grupo de robótica da escola. A jovem, que sempre teve interesse pela área de comunicação, era responsável por abastecer o Instagram do time, produzindo posts e divulgando competições. Em pouco tempo, a aluna pretende adentrar o mercado de trabalho e ressalta algumas considerações, por fazer parte da Geração Z.

“A comunicação tanto interna quanto externa de uma empresa é algo que me chama muito atenção. Procuro saber de que maneira ela compartilha seus princípios nas redes sociais. O cuidado e o respeito com os colaboradores também são pontos fundamentais que eu analiso em uma empresa", expõe Sofia.

A jovem admite que sua geração vai exigir certas mudanças no mercado. “Uma característica da Geração Z é que os jovens não conseguem fazer uma única tarefa por muito tempo. Nós gostamos de inovar, criar dinâmicas e trabalhar a nossa criatividade. Para isso, a hierarquia de trabalho tradicional das empresas pode sofrer mudanças e se tornar uma estrutura organizacional horizontal. A minha geração se interessa muito mais por trabalhos em equipes com diferentes áreas”, ressalta a aluna.

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